Washington, 21 fev (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, visitará a China entre os dias 26 e 28 de fevereiro para apresentar um relatório sobre os desafios e oportunidades econômicas que a nação asiática enfrentará nas próximas duas décadas, informou o organismo multilateral.
O estudo foi elaborado conjuntamente pelo BM com o Centro de Investigação para o Desenvolvimento do Conselho de Estado da China.
"Para avançar de maneira bem-sucedida nas próximas duas décadas, a China tem a oportunidade de fazer isso a partir de seus pontos fortes - seu povo e suas economias - para enfrentar os desafios econômicos de crescimento estrutural interno e externo", afirmou Zoellick em uma nota de imprensa.
Zoellick insistiu nos últimos anos na importância de o gigante asiático mudar de modelo de crescimento e fomentar o consumo interno para ajudar a atenuar os desequilíbrios econômicos globais atuais.
Durante sua estadia em Pequim, o presidente do BM participará de uma conferência de alto nível com ministros de Economia de países como Índia, Rússia e África do Sul.
Além disso, Zoellick se deslocará à região de Guangdong, no litoral sul do país, para analisar os esforços de modernização industrial e reestruturação.
Por último, sua agenda inclui uma viagem de um dia à província da Mongólia Interior, no norte da China, para estudar oportunidades para esta região abundante em recursos naturais e analisar o possível apoio do banco.
Trata-se da sexta viagem oficial à China de Zoellick como presidente do organismo multilateral que dirige desde 2007 e que deixará de comandar em junho após anunciar na semana passada que não concorrerá à reeleição.
fonte: UOL economia
NOVA YORK, 21 Fev (Reuters) - O mercado de ações dos Estados Unidos fechou praticamente estável nesta terça-feira, após o índice Dow Jones superar 13.000 pontos pela primeira vez desde maio de 2008, em meio a avaliações de que a alta nos preços do petróleo ameaça as perspectivas de recuperação da economia.
O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,12 por cento, para 12.965 pontos.
O pacote de resgate da Grécia para evitar um default deu alguma sustentação às ações, mas investidores disseram que as notícias estavam, em sua maioria, precificadas.
As novas máximas do petróleo deram razões aos investidores para vender. Os futuros da commodity nos EUA terminaram no maior valor em nove meses, com preocupações com a oferta do Irã.
O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,07 por cento, para 1.362 pontos.
O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,11 por cento, para 2.948 pontos.
fonte: UOL economiaSÃO PAULO, 21 Fev (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos tiveram alta pelo quarto dia seguido, fechando no maior valor em nove meses, com temores sobre a oferta do Irã e um alívio com o pacote de resgate para a Grécia.
Na Nymex, o contrato março fechou a 105,84 dólares o barril, alta de 2,60 dólares, ou 2,52 por cento. Foi o maior valor de fechamento desde 4 de maio, quanto o primeiro contrato encerrou a 109,24 dólares.
O petróleo tipo Brent também fechou em uma máxima de nove meses, com o contrato abril encerrando a 121,66 dólares, alta de 1,34 por cento.
fonte: UOL economiaWASHINGTON, 21 Fev (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, saudaram nesta terça-feira o novo acordo da União Europeia para evitar uma moratória da dívida da Grécia, informou a Casa Branca.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse a jornalistas que Obama falou ao telefone com Merkel, e os dois líderes concordaram que o planejado pacto fiscal da UE, as recentes ações do Banco Central Europeu e as reformas na Espanha e na Itália também são passos positivos para reduzir a crise na zona do euro.
"O presidente (Obama) agradeceu a chanceler (alemã) por sua liderança e saudou o acordo da noite passada na Europa sobre o novo programa de resgate da Grécia para ajudar a reduzir sua dívida a níveis sustentáveis", disse Carney.
fonte: UOL economia
LONDRES, 21 Fev (Reuters) - As ações europeias terminaram em baixa nesta terça-feira, em um dia de baixo volume, com investidores realizando lucros das recentes altas. O esperado acordo sobre o segundo pacote de socorro à Grécia não conseguiu dissipar preocupações acerca do futuro do país mais problemático da zona do euro.
Embora o acordo com Atenas evite o perigo iminente de um calote desordenado da dívida, os desafios políticos e a dificuldade de crescimento econômico da Grécia mostram que não foram eliminados os riscos de um maciço default e de um contágio regional.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, terminou em queda de 0,51%, a 1.085 pontos, após dois dias de valorização diante das expectativas com a proximidade de um acordo sobre a dívida soberana da Grécia.
O volume no FTSEurofirst ficou em 78% da já baixa média em 90 dias, sugerindo que a convicção por parte dos vendedores era pequena.
Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,29%, a 5.928 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,58%, para 6.908 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve baixa de 0,21%, a 3.465 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib registrou oscilação negativa de 0,08%, para 16.710 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 apurou perda de 0,58%, a 8.767 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 fechou com variação negativa de 0,7%, para 5.601 pontos.
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CINGAPURA, 21 Fev (Reuters) - O acordo de autoridades europeias para o segundo pacote de socorro à Grécia foi recebido sem muito entusiasmo nas principais Bolsas da Ásia nesta terça-feira, diante de temores de que seja apenas um remédio de curto prazo para o problemático país da União Europeia.
A reação dos mercados de ações e de commodities à aprovação do resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, com condições estritas, foi mista.
O acordo vai permitir a Atenas lançar um swap de bônus com investidores privados para ajudar a reduzir e reestruturar as dívidas, mas analistas alertaram que o acordo pode apenas postergar um default em alguns poucos meses.
O índice da Bolsa de Seul encerrou com oscilação negativa de 0,03% e o de Taiwan caiu 0,42%.
Na China, o índice referencial de Xangai subiu 0,75%. Em Hong Kong, o principal índice subiu 0,25%. Nos dois casos, os mercados foram impulsionados pelo desempenho de ações do setor financeiro.
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Bruxelas, 21 fev (EFE).- Os ministros de Finanças da eurozona chegaram finalmente a um acordo sobre o segundo resgate para a Grécia, no valor de 130 bilhões de euros, destinados a evitar a quebra do país, informaram à Agencia Efe fontes diplomáticas.
O Eurogrupo conseguiu após 13 horas de intensas negociações o consenso sobre o programa que inclui medidas para reduzir o nível atual de dívida do país (160% do PIB) para 120,5% do PIB em 2020, cinco décimos mais do que o previsto inicialmente.
A negociação entre as autoridades gregas e os bancos, representada pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), fez demorar o acordo durante várias horas.
A participação voluntária do setor privado no resgate da Grécia é um dos pilares essenciais do plano de assistência financeira ao país que também inclui 130 bilhões de euros do Fundo Monetário Internacional e a UE.
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LONDRES, 20 Fev (Reuters) - As ações europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, alcançando o maior patamar em quase sete meses, com os ministros das Finanças da zona do euro perto de fechar um acordo longamente esperado para um pacote de resgate para a Grécia, que pode impedir um default desordenado.
O índice FTSEurofirst 300 fechou a sessão com alta de 0,65 por cento, a 1.090 pontos, segundo dados preliminares. Trata-se do maior fechamento desde julho.
"Nós tivemos uma boa corrida e muito disso é baseado no fato de que a Grécia vai conseguir seu resgate. Pode ter sido outro dia de euforia, mas quando nós voltarmos ao normal, pode vir um pouco de venda", afirmou o chefe internacional da área de equities da Scottish Widows, Michael McNaught-Davis.
As ações de bancos, muitos dos quais têm uma exposição significativa na Grécia e em outros países periféricos da zona do euro e foram atingidos em seus balanços financeiros, estavam entre os maiores ganhos. Os papéis de bancos da zona do euro subiram quase 2 por cento.
Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 0,68 por cento, a 5.945 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 1,46 por cento, para 6.948 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 teve alta de 0,96 por cento, a 3.472 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib registrou acréscimo de 1,07 por cento, para 16.724 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 apurou ganho de 1,86 por cento, a 8.818 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 fechou em alta de 0,45 por cento, para 5.641 pontos.
fonte: UOL economiaLONDRES, Feb (Reuters) - Os países do grupo conhecido com Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- não se tornaram menos vulneráveis aos choques da economia mundial apesar do forte crescimento nos quatro últimos anos, mostrou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
A consultoria de risco Maplecroft informou que seu Atlas de Risco Global, que destaca fatores potencialmente desestabilizadores nas principais economias do planeta, constatou que esses países não estavam menos suscetíveis de potenciais choques econômicos ou na segurança interna do que em anos anteriores.
"Num momento em que as esperanças de recuperação da economia mundial estão depositadas nos Brics, os investidores e empresas que buscam novos mercados de elevado crescimento e alto risco precisam estar conscientes da resiliência limitada deles a riscos globais", afirmou por meio do relatório a CEO da Maplecroft, Alyson Warhurst.
"A resiliência de um país a choques internos e externos é construída ao longo do tempo. Assim, à medida que o risco do ambiente político melhora nos Brics, nós poderemos ver a resiliência se fortalecer, mas nossos resultados demonstram que isso ainda está para acontecer."
Para algumas dessas economias emergentes, a governança e as reformas não acompanharam o crescimento econômico, o que as deixa vulneráveis a riscos potenciais, tais como terrorismo e mudanças climáticas, constatou o estudo.
Segundo o relatório, Índia e Rússia estão entre 41 países classificados como "de risco elevado" por causa de alguns fatores identificados como frágil governança, corrupção sistêmica e terrorismo.
A China também está exposta a questões de segurança, mas é classificada como "de risco médio" por ser improvável que enfrente uma revolta social ou política em escala nacional, segundo o relatório.
Dos quatro Brics, o Brasil, também definido como de "médio risco", é considerado o menos suscetível a riscos globais, em parte em razão da estabilidade de sua estrutura política e o histórico de forte governança.
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HAVANA, 20 Fev 2012 (AFP) - A decisão do varejista de alta qualidade Victorinox de abrir uma loja uma loja em Havana deixou muitas pessoas supresas.
Quem, em uma Cuba sem dinheiro, seria capaz de bancar os luxuosos talheres do empório suíço, as bagagens polidas e relógios de precisão?
Muita gente, ao que parece.
"Vendemos para turistas da Rússia, China, México e Venezuela - eles dizem que os preços aqui são menores que em outros países", disse à AFP um funcionário da loja, aberta há pouco mais de um ano.
Não é apenas para estrangeiros: um número crescente de cubanos com acesso a dólares também tem recursos para comprar ali.
Alguns obtêm suas receitas em restaurantes geridos pelo setor privado onde turistas pagam suas refeições com moeda forte. Outros ganham dinheiro graças à generosidade dos parentes que vivem no exterior e enviam dinheiro de tempos em tempos.
Em resumo, 14 meses depois de sua grande abertura, os negócios vão bem na Victorinox e outras lojas ocidentais.
Em um sinal de que o comunismo está desacelerando, dando lugar para o consumismo, outras lojas estão se instalando na ilha, com nomes familiares nos shoppings centers em todo mundo, como Mango, Benetton e Adidas.
É o que um oficial cubano chamou de "reestruturação" do que até relativamente pouco tempo atrás era uma sociedade sem classes.
"Há uma lenta redistribuição da riqueza", disse o economista do governo que pediu anonimato.
Mesmo as louças mais baratas da Victorinox são caras para a maioria dos cubanos, onde o pagamento mensal - o mesmo para todos os trabalhadores assalariados na ilha comunista - é de cerca de US$ 18 por mês.
E ainda, uma maratona de compras na loja não é mais impossível para muitos cubanos, disse Ariel Terrero, um famoso economista, que também observou um realinhamento nítido na sociedade cubana.
Terrero, em declarações na televisão estatal na semana passada identificou quatro faixas distintas na sociedade cubana hoje: de renda baixa, média, média alta e alta.
Há numerosas razões para o dramático realinhamento da ordem social de Cuba.
As reformas do presidente Raul Castro na metade da década levaram à criação de um espaço para os negócios privados respirarem um pouco mais, o que aumentou a renda e o consumo de muitas famílias.
Castro - que sucedeu seu irmão, o mais ideologicamente revolucionário, Fidel Castro, em agosto de 2006 - introduziu reformas econômicas, permitindo a venda de casas e carros e a venda de materiais de construção, o que está colocando mais dinheiro em circulação.
Na mesma época, os Estados Unidos suavizaram suas normas de longa data, tornando um pouco mais fácil para os americanos com parentes em Cuba enviar dinheiro para seus entes queridos na ilha.
Médicos cubanos, por exemplo, que frequentemente são enviados para o exterior em missões de ajuda para o governo de Havana, também encontram maneiras de enviar moedas estrangeiras para seus parentes.
Moedas fortes também chegam às mãos de mais cubanos graças à incipiente indústria do turismo.
Em 2011, os próprios cubanos se tornaram o segundo maior grupo de turistas na ilha depois dos canadenses. Cerca de três milhões de cubanos passam a noite em hotéis da ilha - 93.400 em hotéis cinco estrelas onde um quarto pode custar mais de US$ 100 por noite.
O fluxo de caixa também é sentido nas anteriormente desbotadas vizinhanças de Havana que estão mais bonitas depois de décadas de decadência e abandono.
"De repente, você pode pagar, pela primeira vez para consertarem sua casa, comprar comida e pagar uma modesta comemoração de aniversário," disse o oficial cubano que pediu para não ser identificado.
fonte: UOL economia
A Bolsa de Valores (Bovespa) fica fechada nesta segunda e terça-feira de Carnaval. As operações recomeçam na Quarta-feira de Cinzas às 13 horas. O encerramento será no horário normal, às 18h.
Não haverá alteração das grades de horário de liquidação das clearings, devendo ser cumpridos os horários para atendimento das margens requeridas e para liquidação financeira, na forma e nos prazos estabelecidos para cada uma.
A Bolsa de Nova York também não funciona nesta segunda-feira (20) porque é feriado nos EUA. Volta a operar na terça-feira.
fonte: uol economia
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse ao chegar nesta segunda-feira à Bruxelas que a Grécia tem realizado "esforços muito significativos".
"Contudo, é necessário que as outras partes também façam esforços", disse Lagarde ao chegar para a reunião dos 17 ministros de Finanças da Eurozona, na qual será decidido o desembolso do segundo pacote de resgate à Grécia.
"O FMI está disposto a trabalhar nesse sentido", completou.
Um dos assuntos a serem abordados nesta reunião é o montante referente ao FMI no pacote de ajuda grego.
A instituição, que acordou em maio de 2010 um empréstimo de 30 bilhões de euros à Grécia, de um total de 110 bilhões, permaneceu em silêncio durante os últimos meses sobre a questão de um novo crédito.
Os estados membros estão divididos quanto a possibilidade de voltar a financiar um país que não tem cumprido seus compromissos.
Segundo o "The Wall Street Journal", a ajuda do FMI à Grécia neste novo empréstimo deve limitar-se a 13 bilhões de euros.
OTIMISMO
O ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, e seu colega alemão, Wolfgang Schäuble, disseram nesta segunda-feira estarem "otimistas" sobre a possibilidade de a Eurozona liberar o desembolso de 130 bilhões de euros que seu país necessita para evitar a quebra antes de março.
A declaração de Venizelos foi feita em sua chegada à Bruxelas para a reunião dos ministros dos 17 países da Eurozona.
Vários dirigentes europeus expressaram sua confiança de que o Eurogrupo liberará os 130 bilhões de euros à Grécia, pendentes desde outubro de 2011.
Apesar de se declarar otimista, Schäuble foi um dos mais relutantes nos últimos dias em oferecer uma nova ajuda à Grécia.
fonte: folha.com - mundoTÓQUIO, 20 Fev 2012 (AFP) -A bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta segunda-feira com o índice Nikkei em alta de 1,08%, em um mercado estimulado pela depreciação do iene e pela decisão chinesa de diminuir as restrições ao crédito.
Com isso, no fechamento, o índice Nikkei dos 225 principais valores subiu 100,92 pontos, para 9.485,09 pontos, após um alto volume de negócios.
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WASHINGTON (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Tim Geithner, disse neste domingo que os Estados Unidos vão incentivar o Fundo Monetário Internacional (FMI) a apoiar um acordo sobre reformas econômicas da Grécia que foi aceito por líderes gregos.
"Este é um pacote de reformas muito forte e muito difícil, merecedor de apoio da comunidade internacional e do FMI", disse Geithner em comunicado, ao apoiar o pacote de resgate à Grécia, que será aprovado por ministros de finanças da zona do euro na segunda-feira.
"Os Estados Unidos vão encorajar o FMI a apoiar este acordo."
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TEERÃ (Reuters) - O Irã parou de vender petróleo a companhias britânicas e francesas, disse um porta-voz do Ministério do Petróleo iraniano, numa medida retaliatória contra as novas sanções da União Europeia sobre a commodity.
"A exportação de petróleo para companhias britânicas e francesas foi paralisada. Venderemos nosso petróleo para novos clientes", declarou o porta-voz Alireza Nikzad, segundo o site do Ministério do Petróleo.
A UE decidiu em janeiro cortar importações de petróleo do Irã a partir de 1o de julho em função das alegações do Ocidente de que o programa nuclear do país está sendo desenvolvido com objetivo de construção de bombas. O Irã nega as acusações.
O ministro do Petróleo do Irã disse em 4 de fevereiro que o Estado islâmico cortaria suas exportações de petróleo a "alguns" países europeus.
A Comissão Europeia disse na semana passada que não faltaria petróleo ao bloco caso o Irã interrompesse exportações, já que os países têm estoque o suficiente para suprir suas necessidades por cerca de 120 dias.
Fontes do mercado disseram à Reuters em 16 de fevereiro que os maiores compradores de petróleo iraniano na Europa estavam realizando cortes significativos em sua demanda nos meses antes da ativação das sanções da UE, reduzindo o fluxo para o continente em março em mais de um terço -ou mais de 300 mil barris por dia.
Dentre as nações europeias, a Grécia, que é atingida pela crise de dívida, é a mais exposta à paralisação do fornecimento de petróleo iraniano.
A Arábia Saudita disse que está preparada para fornecer petróleo extra ou por meio de aumentos nos contratos existentes ou realizando raras vendas à vista. O Irã cirticou Riad pela oferta.
fonte: uol economiaPEQUIM, 19 Fev (Reuters) - O ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, revelou neste domingo ter pedido à China que fosse mais flexível na política cambial e disse que ambos os países gostariam de ver mais esforços da Europa para pôr fim à crise de dívida no continente.
Azumi está na China para negociar uma cooperação financeira bilateral e para abordar os problemas europeus.
A China se tornou o maior destino das exportações japonesas e o mais importante parceiro comercial do país, superando os Estados Unidos.
fonte: UOL economiaWASHINGTON, 17 Fev (Reuters) - A criação de empregos nos Estados Unidos vai se acelerar neste ano, na medida em que prossegue uma recuperação econômica moderada, mas enfrenta um risco importante decorrente da crise de dívida na Europa e precisa de tempo para se curar do dano causado pela recente recessão. A avaliação foi feita pela Casa Branca nesta sexta-feira, em seu relatório econômico anual.
Um crescimento forte dos empregos auxiliará o presidente Barack Obama em sua busca por reeleição em novembro, mas o relatório não escondeu o longo percurso à frente.
"Somente uma expansão robusta e prolongada pode eliminar o grande déficit de empregos que se abriu durante a recessão, e a economia como um todo tem um considerável espaço para crescer", alertou o relatório.
A crise de dívida da zona do euro também representou uma ameaça em potencial à recuperação dos Estados Unidos, e a Casa Branca alertou que "riscos significativos" ainda existem apesar das medidas tomadas por governos europeus para atacar a crise.
Ainda assim, dados recentes sobre o mercado de trabalho foram melhores do que o esperado e encorajaram a Casa Branca a melhorar suas estimativas sobre as contratações.
Sua mais recente previsão, divulgada em fevereiro após a notícia de que o desemprego no país havia recuado no mês anterior para 8,3 por cento, projetou crescimento médio nos salários norte-americanos de 167 mil dólares por mês em 2012.
"Nesse ritmo, dois milhões de empregos serão criados em 2012, um crescimento ante 1,8 milhão em 2011", disse o relatório.
A taxa de desemprego real em 2012 foi prevista em 8,9 por cento, mas a Casa Branca já disse que esse número é "desatualizado" e, no lugar disso, destacou estimativas do mercado de que a taxa de desemprego poderia estar entre 8 e 8,6 por cento neste ano.
fonte: uol economiaSÃO PAULO, 17 Fev (Reuters) - O Banco Central anunciou nesta sexta-feira uma audiência pública sobre a implementação do calendário de novas regras prudenciais, o que deve exigir que bancos do país façam a alocação de mais capital para se manterem sólidos em períodos de iliquidez.
Seguindo as recomendações do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com sede na Suíça, o BC propôs um calendário para adequação dos bancos nacionais às novas regras, conhecidas por Basileia III, que pode elevar o índice mínimo de alocação de capital, hoje em 11 por cento, para 13 por cento em 2017, num cronograma que começa em janeiro do ano que vem e vai até o começo de 2019.
A audiência terá duração de 90 dias.
"As recomendações (...) visam aperfeiçoar a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas vindas de choques do próprio sistema financeiro ou dos demais setores da economia, auxiliando a manutenção da estabilidade financeira", diz trecho da nota da autoridade monetária.
A minuta de norma propõe a exigência de três requerimentos independentes que devem ser observados pelos bancos do país: a composição do capital principal -composto principalmente por ações e lucros retidos-; capital de Nível I (capital principal e instrumentos capazes de absorver perdas); e patrimônio de referência, composto pelo capital de Nível I e por instrumentos capazes de absorver perdas em caso de liquidação.
Para tentar suavizar movimentos bruscos de expansão ou retração do crédito, o BC propôs a criação de um Adicional de Capital Principal, um colchão amortecedor macroprudencial, também previsto em Basileia III, que poderá ser de 2,5 por cento a 5 por cento dos ativos ponderados pelo risco. O valor será definido pelo BC de acordo com as condições econômicas.
A proposta do regulador é que em condições normais as instituições financeiras mantenham um excedente de capital em relação aos requerimentos mínimos.
"A insuficiência no cumprimento do Adicional de Capital Principal implicará restrição à distribuição de bônus, participação nos lucros e incentivos remuneratórios associados ao desempenho dos gestores das instituições", segundo o BC.
Para a autoridade monetária, embora as recomendações de Basileia III aumentem significativamente o requerimento de capital dos bancos, a regulamentação prudencial brasileira é mais conservadora do que o padrão internacional, deixando o país em posição mais confortável do que a média global.
Além de exigências que podem determinar uma elevação no total de capital alocado pelos bancos, as regras propostas devem demandar também a melhora da qualidade dos ativos que poderão compor essa reserva.
COLCHÃO MAIOR
Pelas regras de Basileia II, em vigor, o nível mínimo de capital que deve ser alocado pelas instituições é de 8 por cento (sendo pelo menos 2 por cento de capital principal e 4 por cento de capital nível 1). No Brasil, o piso é 11 por cento (4,6 por cento de principal e 5,5 por cento de nível 1).
Pelo calendário global, que o BC propõe seguir, a cesta que compõe o chamado Patrimônio de Referência subirá gradualmente ao intervalo de 10,5 a 13 por cento (7 a 9,5 por cento de capital principal e 8,5 a 11 por cento de capital nível 1).
A reserva adicional, chamada de contracíclica, começa a ser observada no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2014, com 0,625 por cento, subindo para um colchão adicional de 2,5 por cento, no início de 2017.
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